sábado, 19 de março de 2011

BARRACKO OBA-MA

  O Presidente dos Estados Unidos, Barracko Obama, desembarca em Brasília cercado por um aparato de segurança nunca antes visto na história...
  Explica-se: é que toda a cúpula da "Inteligência" norteamericana pensava estar na Venezuela...
  Mas cadê o Hugo Chaves que não veio recepcionar o Barracko? Calma. Ele vai entrar no final desta história. De maneira secundária, mas vai...
  Todo mundo, inclusive a Secretária de Estado, Hillary Pinton, começou a arranhar o péssimo espanhol, crente que estava abafando... E, realmente, estava um calor de matar em Brasília...
  Ninguém da comitiva brasileira entendeu chongas!
  Lá pelas tantas, já meia puta da vida, Dilma começou a arrastar o seu búlgaro macarrônico...
  O embaixador americano, então, ressabiado, virou-se para o colega brasileiro e perguntou, em francês:
  "O que está acontecendo?"
  "Você não sabia?" Respondeu o chanceler brasileiro. "O búlgaro é a segunda língua falada no Brasil".
  "Really?! E os brasileiros entendem o búlgaro?" Voltava a perguntar o intrigado embaixador americano.
  "Claro que não! Nosso povo também não entende a política econômica do governo e tudo anda às mil maravilhas!"
  E ficaram por aqui.
  Nisto, os encontros - e desencontros - entre Estados Unidos e Brasil cresceram socialmente... Muita festa pra todo lado, a tal ponto que o casal nota 10 dos Estados Unidos separou-se em determinado momento, já decorridas algumas horas de caviar e champagne...
  A Primeira Dama viu-se só, nos intermináveis corredores labirínticos da ilha da fantasia chamada Brasília, apesar das boas companhias...
  A CIA, FBI, NSA estavam atônitas! Aonde foi Barracko Obama?! Alguns sugeriram: "He's going to pee"... Mas nem todo mundo acreditou. Um deputado lá do Maranhão, já meio calibrado, pensou, expressando: "Oh, yes! He's tupi, I'm not tupi! I'm good in Switzerland!" Mas nenhum americano entendeu mesmo...
  Enfim, o submundo de Brasília foi vasculhado de costa a costa nos mínimos detalhes, e nada de Obama.
  Em certa hora, um aspone lá, também já meio encharcado de espumante - sim, porque agora não se pode mais usar a palavra "champagne" indiscriminadamente - disse que o Presidente dos Estados Unidos havia pego uma conexão para o Rio de Janeiro...
  "Sozinho?!" berrou todo o sistema de segurança norteamericano.
  Somente mais tarde a CIA  entenderia o termo "conexão"...
  O fato é que Obama sumira dos olhos de todos. A Primeira Dama espumava de ódio, já antevendo o resultado das investigações dos serviços secretos dos Estados Unidos, embora nem todo o efetivo, efetivamente presente, estivesse ainda em Brasília...
  O "Boss" do "staff" do FBI, por exemplo, foi visto em Salvador, num trio elétrico comandado por Ivete Semgallo.
  Todo o esquema montado pelo FBI para proteger Barracko Obama foi, inevitavelmente, desmoralizado, simplesmente porque nenhum superagente americano, like Superman, conseguiu localizá-lo.
  A CIA, porém, inteligentemente, bolou logo um plano para minimizar o efeito da fuga de Obama, o que ainda iria reverter bons frutos para a política externa dos Estados Unidos. E que plano sensacional! Começou a divulgar que Obama havia sido assassinado por um grupo de radicais de esquerda-centro-direita chamado Renascer Islâmico-Judaico... Mas como?! Nunca, ninguém, ouvira falar de tal grupo extremista! Ainda mais no Brasil! E daí? Isto não tinha a menor importância nos planos da Inteligência norte-americana - e vai da forma tradicional que fica mais bonitinho - porquanto, o que queria o governo dos Estados Unidos "era uma forma de compensar o povo americano por esta tragédia inconsolável, um grave acontecimento para os destinos de todo o mundo"... E para que isto pudesse ser minorado, os Estados Unidos exigiam, simplesmente, a entrega da Amazônia...
  Aqui é que entra o Hugo Chaves, porque, tão logo as exigências norteamericanas foram cumpridas pelo governo brasileiro, um efetivo das forças armadas estadunidenses, que já se encontrava na Colômbia, invadiu a Venezuela, destituiu o Fidel Castro da América do Sul, e anexou toda a região amazônica aos Estados Unidos.
  No final das contas, A CIA descobriu que o Obama assassinado foi seu sósia brasileiro, torcedor do Flamengo, flagrado desfilando na Cinelândia de terno desgrenhado, gravata rasgada e bebado. Ah, sim! E com a camisa do Ronaldinho por baixo; e enrolado na bandeira confederada!
  O verdadeiro Barracko Obama estava bem vivo e protegido, num motel da Barra da Tijuca, nos braços de uma das mulheres mais desejadas do Brasil... Escolha a de sua preferência!
  Mas a verdadeira história do desaparecimento de Barracko Obama nunca foi contada, e a Amazônia, esta, definitivamente anexada ao território norteamericano...
  A CIA garante que tudo é verdade...
  E os brasileiros acreditaram.

sexta-feira, 11 de março de 2011

O FANTASMA NA MÁQUINA

   A noção de que este mundo na verdade não passa de uma grande ilusão da realidade visível, teoria esta defendida por uns poucos físicos de ponta, isolados e malditos, homens ao qual eu me alinho de coração, e de que no fundo não passamos de um bando de escravos governados por máquinas, é um tema desenvolvido pela trilogia cinematográfica "Matrix", que eu tive o prazer de rever nesses dias de carnaval, já idos, e agora somente pertencentes a um determinado holograma estocado em algum ponto do multiverso, outra das teorias heterodoxas a qual eu me alinho, e apenas acessível aos cérebros desprogramados pela escravidão cotidiana do TER.
   Nesta série, como muitos de vocês talvez já saibam, a grande maioria dos humanos não passa de pasto, combustível, para perpetuar a estirpe de máquinas desalmadas que assumiram o poder. Um velho tema volta e meia ressuscitado pela ficção científica, mas que no caso desta trilogia, malgrado a mistura de uma centena ou mais de mitos tirados de várias mitologias espalhadas pelo mundo, me agrada muito!
   Este universo fantástico de "Matrix", embora extremamente pessimista e escatológico, encontra ressonância numa série de pontos em comum com a nossa história do Senhor das Águas, romance inédito, mas que ainda aguarda que alguma editora se interesse por ele, ou então eu mesmo o publicarei nas páginas eletrônicas deste blog!
   Será que somos mesmo partes descerebradas de um mecanismo gigantesco que não suporta elos desconexos em desacordo com a cadeia? Neste caso, ou seja, uma vez que concordamos com a ideia central da trilogia, em "Matrix" isto é colocada de maneira bem explícita...
   Para aqueles que estão bem familiarizados ao contexto do filme, basta dizer que naquele cenário futurístico, "fictício", programas de computador interagem com outros programas diversos, uns influenciando os outros, ao passo que alguns, dentre estes programas, na verdade brigam pelo poder na Matrix!
   Entretanto dois deles tem papel fundamental na trama: o Oráculo e o Arquiteto. Vamos falar agora sobre o primeiro deles...
   É graças ao Oráculo que a política dos rebeldes de Zion, que lutam contra a Matrix, se baseia, e graças também a ele, Oráculo, que os rebeldes irão encontrar aquele que os liderará na vitória, o Escolhido, Neo, numa clara aproximação ao tema bíblico do Messias, mas sobre isto já se escreveu à farta e o Senhor das Águas se caracteriza por um pensamento sui generis...
   O Oráculo conduz o Escolhido a um caminho mais ou menos planejado pela inteligência da Revolução. Quando digo "mais ou menos" é porque existe um fator imponderável muito importante nas equações que movem o universo, que se trata do Livre Arbítrio, mas este é aplicável, e mais ou menos adaptável, às escolhas que fazemos, e este é outro importante fator na equação, porque graças às nossas escolhas no presente é que construiremos o futuro... Não é assim...? Não concordam...? Mas uma coisa vocês tem de concordar: todos estamos inseridos nesta matriz que nos domina... Certo...? Errado...?
   Não se esqueçam, também, que é da boca do próprio Neo que nós ficamos sabendo que o mais importante é a "escolha".
   O mais importante, entretanto, na opinião deste escriba do Senhor das Águas, entre o jogo ficção X realidade, metáfora e/ou máscara, a realidade espelhada pela poesia da obra de arte, nós ficaremos com o diálogo entre o Oráculo e o Escolhido, logo no início do segundo filme da série, "Matrix Reloaded"...
   Neste "encontro" algumas das verdades que norteiam nossas vidas são ali reveladas, disfarçadas por um discurso um tanto quanto informatizado, virtual.
   Ouçam com ouvidos bem atentos, como o dos discípulos que seguem o mestre montanha acima...
   Será que descobriremos a identidade do fantasma que manipula a engrenagem...?
   Ainda não desta vez.
   Antes, porém, de tentarmos decifrar este mistério, lembremos que outro momento fundamental neste mesmo filme, talvez o acme de toda a trilogia, o cofre onde está inserida a chave, a revelação final, é o encontro entre o Escolhido e o Arquiteto...
   Não percamos suas pegadas...
   Semana que vem...

sexta-feira, 4 de março de 2011

OS NEGROS ANOS

  Para aqueles que acreditam que os homens deste planeta são a única espécie viva e inteligente deste imenso universo que nos circunda, e, graças a Deus eu não sou um desses, neste sentido posso dizer, sim, estou livre de cometer tamanha estupidez, eu recomendo um livro maravilhoso, antigo, mas do qual só tomei conhecimento há poucos dias, quando procurava alguns quadrinhos antigos da minha infância para recordar. Na verdade a história soará quase como uma anedota, para alguns, embora na minha leitura tenha ficado um sabor de tragédia shakespeareana, entretanto, qualquer que seja a sua opinião, caro leitor, você terá, de uma maneira ou de outra, um ensinamento: de como não devemos nos comportar quando nos depararmos com a primeira civilização inteligente nesta galáxia...
  Imaginem uma Terra futurística... Neste mesmo século XXI, um pouco mais para a metade dele...
  Agora imaginem que nesta hipotética sociedade terrestre do futuro a humanidade, devido a seus progressos científicos, tenha estendido seus domínios exploratórios a vários cantos da galáxia...
  Um parênteses: é engraçado que este desejo esteja encravado no coração dos mitos modernos da humanidade, pois eu também acredito que não iremos demorar muito para realizá-lo, haja vista que não faz muito tempo se dizia que o avião jamais levantaria voo do chão, e este sempre foi um antigo desejo humano...
  Voltando a vaca espacial... Nesta sociedade do futuro, descrita brilhantemente por Brian Aldiss, vários planetas semelhantes à Terra foram encontrados, curiosamente nenhuma civilização aos moldes da humana existia, e aqui começa o fantástico enredo deste romance excelente, pois ele se baseia num grande preconceito que nós falamos na introdução desta matéria, qual seja, o de que dificilmente nós encontraremos uma civilização baseada nas mesmas primícias desta nossa, pseudocientífica e tecnocrática, e aqui cabe a primeira pergunta: será que nós a reconheceríamos como tal, se ela não fosse baseada nos mesmos paradigmas que os nossos?
  Se nós, "humanos superiores", não reconhecemos nem mesmo certas diferenças culturais existentes em nosso globo, como enxergaríamos uma inteligência diferenciada, baseada em valores aos quais nós desprezaríamos?
  Pois esta é a grande sacada de Aldiss em Os Negros Anos. Uma civilização, a nossa, que ainda acredita na guerra, e, mais do que isso, estimula-a como incremento comercial, não poderia mesmo enxergar uma civilização pacífica, cujos principais ritos religiosos consistem na defecação coletiva como homenagem à essência sagrada que se mistura na terra a fim de fertilizá-la duplamente: no sentido orgânico e no puramente ritualístico transformador.
  Pois esta sociedade "animal", encontrada num dos inúmeros planetas que nossa "sociedade limpinha" explora ao longo da galáxia, criou uma tecnologia de navegação espacial superior a nossa, mas a sua infelicidade, quer dizer, baseada no nosso ponto de vista, é que eles não desenvolveram nenhum objetivo comercial  predatório com estas viagens, mas sim puramente místico, já que possuem uma inclinação a verem no universo uma manifestação sagrada da existência, e, ainda que possuam também um sistema de comunicação sônico muito mais aperfeiçoado do que as nossas gramáticas estapafúrdias, não são reconhecidos como inteligentes por nossas brilhantes mentes acadêmicas, e, para piorar a sua situação, são seres absolutamente pacatos, feios, possuem duas cabeças, tem um aspecto reptilóide, meio assim, próximo a tartarugas, seis pernas que encerram seis mãos, com seis dedos e dois polegares em cada uma delas, em suma, são monstros repelentes pelos nossos padrões estéticos e a nossa sociedade odeia tudo aquilo que é diferente.
  Porém ainda há mais, e Aldiss nos diz com uma nota fúnebre: a guerra nos é tão importante sob o ponto de vista comercial, e eu diria, da imbecilidade humana, que esta maravilhosa civilização do futuro implanta-a em outros orbes colonizados por nós, como uma manifestação atávica da profunda inteligência humana!
  Resultado final: ao fim do romance, os utods, essas criaturas pacíficas e superiores, "sujas", "decrépitas", detentoras de uma tecnologia verdadeiramente limpa, estão praticamente extintas, como resultado das guerras de exportação.
  Conclusão: não há futuro para uma civilização predatória que não enxerga a si mesma num contexto cósmico.
  Um dado engraçado neste romance de Brian Aldiss, Os Negros Anos, nos diz respeito diretamente, a nós, brasileiros, é que o autor, inglês, em mais uma crítica ao imperialismo anglicano, antevê uma guerra entre a sua Inglaterra e o Brasil como pano de fundo. Resta saber se aqui vai outra crítica ao nosso futuro, ou seja, se nós, os chamados países emergentes, estamos dispostos a basear este desenvolvimento nas mesmas regras caducas que imperaram nas grandes potências do passado. E, sinceramente, não fica claro se assim pensa o autor. Esperemos que ele esteja redondamente enganado...
  Pelo menos nisto!
  PS: Outro dado sui generis, extrapolando a tese deste livro, elocubração minha, que muitos chamariam delírio: neste livro talvez esteja a explicação, observada pelo autor, ou por consequência de sua ideia, do facto dos governos institucionalizados, e, por conseguinte, as forças armadas e a comunidade científica, negarem sistematicamente a presença de civilizações desconhecidas de fora da Terra em nosso planeta...
  O que será que foi observado de tão assustador pelas "autoridades" constituídas para manterem a opinião pública no escuro...?
  E agora para encerrar de facto, porque esta matéria já está muito grande, falta dizer que isto é ventilado em algum momento no romance, isto é, no auge da crise de valores em que a nossa civilização hipotética do futuro se encontra, pelo fato de não conseguir definir se os utods são inteligentes ou não, chega-se a sustentar a ocultação da existrência dos mesmos, visto que o choque de valores é tão acentuado que as autoridades se encontram num beco sem saída conceitual...
  Será que foi isto que aconteceu conosco na realidade...?
  Qualquer semelhança talvez tenha sido mera coincidência... 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O QUE HÁ POR TRÁS DO ESPELHO MÁGICO - CONTINUAÇÃO

Quantas noites em claro, regadas a caviar e champagne, foram necessárias até que eu compreendesse, finalmente, o funcionamento da engrenagem que move o mundo.


Ao contrário do que muita gente boa poderia pensar, não são os governos nacionais, ou seus representantes, que comandam as nações...

Alguns expertos alegariam: “Ah! Isso é de conhecimento público! São os bancos, ou os conglomerados financeiros, que ditam as regras”, mas isto também não é exato.

E por trás das cortinas das instituições, que não tem rostos limpos, mas apenas sorrisos obscuros?

Bem, eu poderia explicar que sempre houve inúmeras sociedades secretas, herméticas, verdadeiras seitas esotéricas, que atuam neste mundo desde que o homem aqui chegou, há milhares ou milhões de anos...

São três incógnitas que precisaríamos esclarecer, e todas elas envoltas em obscuridade e divergência.

Algumas dessas seitas trabalham em prol do ser humano, para que este evolua com a certeza de que ele não passa de uma fagulha da grandeza de Deus, sujeito a algumas leis imutáveis, tais como a reencarnação e a do eterno retorno, seja do bem ou do mal, e para que este orbe periférico, ainda involuído, possa abrir sua visão estreita dentro de um universo convergente com a lei maior, a do amor.

Porém o contrário também existe, ou seja, aquelas seitas que trabalham pelo obscurecimento mundial, pela manutenção de um status quo trevoso, inimigo das luzes, e, ao que tudo indica, são esses grupos que ainda detém o poder neste mundo.

Esta é a conclusão a que chegamos, após inúmeras conversas entre nós, Cinthia e eu, desde aquele fatídico dia num hotel de Buenos Aires.

Cinthia revelou-me muito mais, abriu seu coração, franqueou-me seus diários pessoais, e talvez este tenha sido o seu erro capital. Uma espiã que detinha a carga de segredos de estado como os que ela abrigava, não poderia revelar isto a uma única fonte, como ela fez, por mais que ela tivesse absoluta confiança em mim. E agora que ela se foi, e a minha própria vida vai se esvaindo aos bocadinhos, é justo que o mundo entenda, de uma vez por todas, quem dá as cartas nesta esfera.

Ao longo se séculos, dezenas de livros tentaram contar esta verdade aos homens; muitos a censuraram, reforçando a política de silêncio imposta aos pobres mortais ao longo de milênios; outros colocaram certas palavras rituais, poções de abertura de canais de clarividência, proibidos aos não iniciados, em livros criptografados somente acessíveis àqueles que conheciam o segredo e as chaves de abertura. Quando esses livros falavam às claras, foi preciso que tais fraternidades das trevas atuassem em vários sentidos, a maioria deles de fácil dedução, entretanto, o meio mais econômico e fácil de deter que tal conhecimento se espalhasse, foi mesmo através de incêndios. Bibliotecas inteiras queimaram com o correr dos séculos, como aconteceu com a de Alexandria na antiguidade, e em mais de uma oportunidade!

Muitos estudiosos, alquimistas ou não, debruçaram-se sobre esses livros amaldiçoados, e muitos perderam as vidas...

Escritos cujos quais não se conhecem a origem, nem a linguagem, foram traduzidos, revelando aos adeptos os segredos para se atingir um poder só dispensado aos “escolhidos”. Dispositivos mágicos foram desenterrados dos arquivos de uma história oculta, ou das entranhas da terra, para auxiliar na busca desses peregrinos...

Muitos desses objetos mágicos não chegaram até nossos dias, mas os que sobreviveram deram origem à lendas e histórias que ficaram imortalizadas pela pena de escritores inventivos, muitos deles igualmente “iniciados”. É o caso da lenda do espelho mágico, quando um mago fala ao Mestre encerrado no interior do espelho, contando-lhe segredos e fórmulas mágicas para combater a magia negra e os inimigos da luz. Algumas vezes a temática é exatamente o contrário.

Estas histórias, querido autor deste fantástico blog “Senhor das Águas”, que se propõe a abrir os olhos dos cegos que pululam a nossa volta, pasme, são verdadeiras, e foi acreditando nelas que os iniciados nazistas começaram a sua busca pensando em descobrir o graal, e terminaram num reinado de terror.

Desta busca inicial, Hitler foi apenas uma ferramenta tímida, o chamado “boi de piranha”, que dá a cara para bater e a cabeça para enforcar...

E esta a história que eu passarei a contar a seguir...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O QUE HÁ POR TRÁS DO ESPELHO MÁGICO - CONTINUAÇÃO

À princípio eu meditei muito sobre aquele tsunami de emoções que ameaçavam me tragar para o fundo do mar revolto... E ainda tive que disfarçar, provavelmente não tão bem como Cinthia fazia, uma indiferença sobre aquele assunto, até que eu decidisse o que fazer com aquelas novidades “promíscuas”, pois ela acabava de retornar do seu capuccino.


Como lidar com uma situação que não é exatamente aquela que você costuma observar pela janela, da realidade cotidiana das pessoas, das ruas? Colocado de outra maneira: uma pessoa normal como eu, ainda que diplomata, e habituado a um universo um tanto diferente do vulgo, acostumada a lidar com pessoas que decidem o destino do planeta, mas que nunca acreditou em tapetes voadores, de repente, constata que, não só os tapetes voadores existem, como também os Merlins que os fazem voar, e os dragões que cospem fogo.

Deveria contar a ela que vi o que não deveria?

Para encerrar, ainda sobre o encontro com o nazista, que não durou muito: ele lhe revelou uma coisa que, sozinha, pode se transformar num capítulo a parte destes depoimentos.

Ele disse textualmente a ela antes de desaparecer: “A Sociedade do Vril continua viva e atuante”.

O que ele quis dizer com isto?

Mais tarde veremos. Porém, antes, havia tantas informações truncadas, como por exemplo, aquela que forneceu o título desta história, cujo esclarecimento, devo dizer, ainda não compreendo muito bem. Não sei por que, mas, em minha opinião, Cinthia esperava ansiosamente que uma pessoa como eu entrasse na sua vida para compartilhar esses segredos ou angústias...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O QUE HÁ POR TRÁS DO ESPELHO MÁGICO - CONTINUAÇÃO

É como estar com sede debaixo de uma cachoeira...


Quase tive uma síncope!

Não podia acreditar no que via ali escrito...

Cinthia... Uma espiã a serviço do governo dos Estados Unidos da América! Incrível! Fantástico!

Eram tantas informações surpreendentes em tão pouco tempo, que eu mal conseguia concatenar as ideias naquele momento...

Percorri aquelas tantas páginas escritas à mão como se fosse um piloto de corrida...

Até que me detive em particular naquela missão específica realizada em Bariloche, que eram exatamente as últimas anotações do diário...

Sabe qual foi a missão que obrigou Cinthia a estar em Bariloche?... É tão simples como beber um copo d’água...

Lembra-se quando eu citei aquela manchete de jornal argentino, que afirmava que um criminoso de guerra nazista havia sido localizado em Bariloche?

Pois Cinthia tinha a missão de confirmar a presença deste indivíduo e avisar às autoridades americanas. O que viria depois não era mais trabalho dela, portanto eu não sei o que foi feito dele. Foi por isso que ela fez tanta questão de esticar nossa estada até Bariloche, uma cidade deserta naquele ano. Somente desta forma ela poderia esbarrar com o sujeito num dos hotéis da cidade, e foi exatamente o que aconteceu! Ela conversou com ele inclusive! Para ter certeza que estava lidando com a personagem certa.

E havia muito mais naquelas anotações sobre a missão de Bariloche... Parece que o espião profissional possui um sortilégio de indagações peculiares que lhe permite chegar ao cerne daquilo que ele procura descobrir, como um jogo de perguntas e respostas, e o foragido nazista, mesmo com quase oitenta anos, percebeu muito bem quem era na verdade Cinthia, o que ela representava, tanto que procurou se livrar da estrela e voltou a sumir no mapa.

Mas esta seria apenas uma das tantas revelações que abalariam minha confiança no mundo e nos homens...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O QUE HÁ POR TRÁS DO ESPELHO MÁGICO - CONTINUAÇÃO

As aparições públicas de Cinthia acabaram-se como que por enquanto.


De repente, ela se cansara de Bariloche. Eu poderia estranhar esta atitude dela se isto não houvesse ocorrido antes, mas o verdadeiro motivo eu somente desvendaria depois de ter o diário dela em minhas mãos...

E isto, como muitas coisas que acontecem em nossas vidas, foi um ato ridículo de Mestre Acaso...

Ela, simplesmente, havia cumprido sua missão. Por isso queria ir embora, pois nossa passagem por Bariloche não passara de rotina para ela.

Já estávamos de volta num hotel no Centro de Buenos Aires. No dia seguinte retornaríamos para os Estados Unidos. Eu, para Nova York, ela tomaria sua conexão para Los Angeles.

Cinthia descera ao restaurante do hotel para tomar um capuccino. Dizia-se com dor de cabeça e queria ficar sozinha. Ela tinha dessas coisas, eu costumava respeitar.

Eu fiquei no quarto e tentei assistir um pouco da programação da televisão argentina. Digo que tentei porque, como muitos dos meus colegas, era-me difícil compreender o espanhol falado na argentina, cheio de gírias e inversões idiomáticas, o que me fez adormecer antes do tempo.

Cinthia demorou-se muito naquele dia. Cheguei a pensar que, por motivo de uma daquelas muitas crises que abalam a psique dos grandes astros, ela tivesse me largado na Argentina. Acho que foi um pesadelo, porque acordei no meio da noite sobressaltado, e fui conferir se suas coisas ainda estavam no quarto...

Então me deparei com um livrinho com capa de couro preto em cima de uma espécie de penteadeira que imitava a mesa da coxia dos teatros, cheias de lâmpadas e espelhos translúcidos. Aliás, acho que foi por isso que ela gostara daquele quarto. Para mim, com tantos anos de janela, todos os quartos de hotel eram como folhas de papel em branco de um mesmo caderno.

Uma comichão insuperável fez-me tomar aquele livrinho em minhas mãos, hábito que eu não cultivava...

Sabe quando uma pessoa diz-se descrente da existência de Deus e um belo dia Ele se materializa bem na sua frente e lhe estende a mão...?

– Muito prazer. Deus.

Pois foi justo o que me ocorreu tão logo eu comecei a folhear o diário de Cinthia...