sábado, 30 de abril de 2011

A FAMÍLIA IRREAL

   Um dos grande assuntos em destaque na mídia mundial nesta semana foi o "grande" casamento real na Inglaterra.
   A primeira pergunta que me faço é se este casamento de "conto de fada" não se trata de história da carocinha...
   Será que esta tal princesa abóbora não foi escolhida a dedo - lindíssima! Realmente não há o que negar - somente para figurar como uma boneca de vitrine para o futuro herdeiro do trono de Inglaterra, como foi a Lady Di?
   Que ela irá perder a sua individualidade e, acima de tudo, o mais importante, a sua liberdade, isto é inegável! Será que vale a pena tudo isso?
   Mas o que mais me espanta nesta história toda não é nem a família real em si...
   Será que as pessoas, de uma maneira geral, e a opinião pública inglesa em particular, sabem o que foi a história da realeza na Europa?
   Para aqueles que desconhecem esta faceta da história aqui no Brasil, deixe-me dizer que a "invenção" desta classe ociosa no velho continente não passou de conto do vigário...
   Vamos às raízes de tudo...
   Com o esfacelamento do Império Romano, e a distribuição do seu legado pelos reinos bárbaros conquistadores, ou herdeiros, inventou-se um tal de Absolutismo, que seria uma espécie de promessa divina aos reis germânicos e similares, ou seja, que aquela descendência "nobre" teria sido escrita nas estrelas do recém nascido cristianismo...
   Foi o surgimento da noção do sangue azul...
   Agora, o que foi, na realidade, o nascimento dessas novas elites nacionais que se autodenominaram herdeiras, pela graça de Deus, às benesses na Terra? Ora, nada mais nada menos do que um rio de sangue e cadáveres. Massacres humanos, morticínios monumentais, famílias inteiras dizimadas, infanticídios, intrigas palacianas, tudo isto amparado pela Igreja Católica Apostólica Romana, que também se considerava a Guardiã das Chaves do Céu, sempre ao lado da política vil dos usurpadores, e uma das principais beneficiárias de terras e riquezas.
   Ou seja, minha gente humilde e crédula, a Nobreza Européia sempre foi a principal perpetuadora de injustiças sociais e guerras santas sanguinárias, tudo isso em nome das promessas vindas dos céus, mas que representavam o poder de vida e de morte sobre todo um povo miserável, e o meu maior defensor chama-se Shakespeare. Quem duvidar leia suas obras históricas.
   Não foi à toa que duas das maiores revoluções da história humana, a Revolução Francesa e a Revolução Russa, ocorreram em território europeu, terra fértil da pusilanimidade, onde todas as injustiças convergiam, e tudo isto graças a quem...?
   Mas o que tem isto a ver com a Família Real Britânica na atual conjuntura?
   Aparentemente nada, se nós desprezarmos os desdobramentos místicos, metafísicos, espirituais, esotéricos, etc.
   No entanto, o meu principal questionamento em relação a mídia internacional é o seguinte: porque festejar uma coisa com tão negras raízes históricas como a existência da Nobreza Européia? Porque tantas homenagens e louvores? Eu gostaria que alguém me respondesse esta simples perguntinha.
   Portanto, quando alguém, amanhã ou depois, no futuro, vier me perguntar o que eu achei do Casamento Real, eu direi, simplesmente, que não assisti a nenhum deles, que este assunto me interessa tão pouco quanto a vida privada das minhocas do meu jardim. E se este fulano ou sicrano insistir em ter a minha opinião, eu responderei com tranquilidade: "Pergunte ao Shakespeare o que eu acho! A minha opinião é a mesma que a dele!"

sábado, 16 de abril de 2011

A SOCIEDADE DO VRIL CONTINUA VIVA E ATUANTE - CONTINUAÇÃO

Após o incidente que ficou conhecido pelo título: “O Que Há Por Trás do Espelho Mágico”... (é o nosso narrador misterioso quem nos conta, notem bem!) cerca de dois anos decorreram. Neste período vi Cinthia poucas vezes. Na maioria delas não falamos em trabalho, o verdadeiro trabalho, aquele que ela exercia por trás das câmeras, nos bastidores da política mundial, conspirando contra e a favor de interesses variados, multidisciplinares, escusos, etc.


Enquanto isso, naquela sua vida “normal”, de estrela de Hollywood, sei que ela esteve envolvida com pelo menos uma montagem teatral, e um filme de grande sucesso na mídia internacional, isto somente para manter as aparências. Sua fama de estrela infeliz nos casamentos continuava, e assim tinha de ser, pois este era um dos inúmeros disfarces que ela criara para si mesma, embora gozássemos bons momentos a dois nas poucas vezes em que nos víamos, haja vista não houvesse mais segredos entre nós, isto é, aquele tipo de segredo que abalara minha confiança no mundo dos homens, conforme vocês testemunharam nos incidentes em Bariloche.

Lembro-me bem que, em uma oportunidade apenas, dessas poucas em que nos vimos neste intermezzo, Cinthia mencionou um homem que havia se tornado o braço direito do Führer em seu exílio na Argentina – Bormann. Este homem, um dos muitos nazistas que se esconderam na América do Sul depois da guerra, e um dos principais colaboradores de Hitler durante ela, viria a ser o homem mais importante do IV º Reich depois da morte de Adolf Hitler, o que aconteceu em 1959. Obviamente, apenas os sobreviventes do III º Reich souberam da morte de seu líder máximo, bem como alguns homens na Inglaterra, Estados Unidos, Suiça, Suécia e onde mais este segredo fosse compartilhado. Entre esses poucos privilegiados, alguns homens e mulheres, Cinthia era uma delas...

Pois ela teria de voltar ao Chile meses depois daquele caso de Bariloche. Foi num dia de abril de 1979, isto eu jamais me esquecerei enquanto tiver forças para me recordar, quando recebi seu telefonema em meu gabinete nas Nações Unidas...

Cinthia estava muito nervosa, não consegui compreende-la por quase cinco minutos, quando pude entender a primeira palavra, soletrada quase num sussurro: “Chile”.

Eu tentei acalmá-la com toda a psicologia que pude reunir naquele instante. Ainda bem que as coisas estavam muito calmas para mim naquele momento, o que viria a se modificar logo depois...

“O que foi, Cinthia...?” – disse com uma calma angelical. “Onde você está exatamente...? Fale devagar, meu amor. O que está acontecendo aí no Chile...?”

Ela me respondeu ainda por sussurros:

“Estou em Valparaíso! Venha para cá o mais rápido que você puder, ou então talvez não me encontre mais viva...”

“Acalme-se, Cinthia, por favor...  - neste momento, aquela tranquilidade beatífica descrita a pouco se desvanecia. "O que está acontecendo, pelo amor de Deus!...”

“Os homens de Bormann... Estão atrás de mim!...”

“O quê?!... Bormann?!... Você foi atrás do Bormann...?!

“Não posso te explicar agora, Carlos*! Os telefones não são confiáveis! Venha logo, se você tem amor por mim!...

“Mas, meu amor, eu não posso largar tudo agora e viajar pro Chile...”

Minha angústia chegara ao ápice de um momento para outro...

*A propósito. Este nome, Carlos, será daqui por diante o nome código através do qual eu usarei quando Cinthia estiver se dirigindo a mim.

“Se você não vier agora, Carlos, sinto dizer que talvez nunca mais nos encontremos. Este número qu’eu estou falando com você é o 5234337...”

Tentei estender aquele diálogo sem sentido por mais algum tempo; precisava de mais dados para me situar, porém tudo foi em vão... A ligação foi cortada imediatamente após a última frase de Cinthia, dispersa por uma linha internacional qualquer, e mutilada bem no fim, diga-se de passagem...

Durante alguns segundos eu fiquei como que num estado de total amnésia... Acho que esqueci-me mesmo até quem eu era... Depois, com o passar do tempo, fui-me recuperando aos poucos...

O que eu tinha de concreto? Um nome, o alvo da missão: Bormann, e Valparaíso, uma instância turística chilena às margens do Pacífico. Ah, sim! E um número de telefone incompleto, cujas combinações eram quase infinitas! O que mais...? Mais nada!

Entretanto, o mais importante de tudo, o objetivo daquela missão de Cinthia no Chile, eu desconhecia inteiramente. E como descobrir a respeito de um caso de espionagem internacional, ligado ao governo dos Estados Unidos, sendo eu um simples diplomata da ONU?

Bom, diante deste “puzzle” estratosférico, cujas peças voejavam ao meu redor, eu só podia fazer uma coisa de prático...

Pegar o próximo avião para a América do Sul...

Na próxima semana, pessoal!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A SOCIEDADE DO VRIL CONTINUA VIVA E ATUANTE - CONTINUAÇÃO

   O "VRIL": UMA EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA.

   Tudo começou na Atlântida, a terra lendária decantada por Platão, e que muitos julgam nunca ter existido...
   Não vou entrar no mérito desta matéria aqui e agora, ainda que os senhores e as senhoras possam verificar, em algumas postagens mais antigas, a constatação - ou não! - da existência da Atlântida ou da Lemúria...
   Retomando o nosso tema deste momento, o "vril lendário", eu diria que os meus amigos familiarizados com o "Qi" das artes marciais, e os kardecistas, umbandistas, "candombleístas" (este termo existe?!), etceteristas, e o "prana" cultivado na yoga, saibam, ó mortais de mente sã, tudo isto é a mesmíssima coisa...
   "Peraí! Como assim, a mesma coisa?!" Vocês devem estar se autoindagando...
   Aquela energia "viva" que permeia todo o universo desde a criação, que os mestres de artes marciais utilizam tanto para curar quanto para destruir, os atlantes já a conheciam muito bem, visto que aqueles mestres remotos da magia arcana, etc., possuíam um conhecimento das leis universais muito mais pronunciado deste que nós hoje detemos, apesar da Relatividade, Física Quântica e dos Branas, por mais esquisita que ela possa parecer, e, em muitos casos, parece mesmo!
   Pois esta energia que desfila livre por aí, tem uma relação íntima com a kaballah mística, que muitos pensam ser um conhecimento herdado dos antigos semitas, quando estes a herdaram de povos muito mais antigos que os descendentes de Abraão e Cia...
  Portanto, este conhecimento e/ou manipulação do "Vril", tornaram os iniciados atlantes tão poderosos, que a guerra pelo seu domínio levou a Atlântida à derrocada inexorável...
   Os nazistas também acreditavam nesta história, tanto que mandaram emissários, cientistas, simpatizantes, partidários, aos quatro cantos do mundo, para descobrir o segredo deste e de outros mistérios, das origens e manifestações dos sacedotes do "Vril", magia negra e magia branca, uma vez que correm alguns indícios, bastante prováveis por sinal, que a cultura atlante tenha se espalhado por toda a Terra, restando alguns desses registros e documentos muito antigos nas mãos de uns poucos sacerdotes de religiões antiquíssimas. Há quem diga, igualmente, que muitos desses líderes nazistas nada mais eram do reencarnações daqueles Magos Negros que im(ex)plodiram tudo na antiguidade remota, anterior aos tempos históricos reconhecidos pela história oficial...
   Mas tudo isso, além de ser muito polêmico, e mesmo entre os que concordam há divergências à letra da lei, vem de encontro às crenças de muitas pessoas que não cultivam estas religiões ditas reencarnacionistas, e esta não é também o intuito desta matéria, apenas e tão somente situar o termo "Vril" no contexto destas histórias que se tornarão realidade daqui para frente...
   Portanto, minha gente, este é o tipo de coisa que os líderes mundiais lidaram à época da Segunda Grande Guerra; muitos, sem o saberem. Como vocês podem ver, uma guerra que tinha uma atmosfera "mágica" por trás da simplória posição sócioeconomicopolítica dos estudiosos de costume, e tudo isto com reflexos até os dias de hoje, visto que esses Magos Negros, e os Brancos também, continuam a desencarnar e reencarnar como parte do trabalho de educação evolutiva obrigatório a todos nós...
   Volto a dizer, esta não é uma questão de fé, portanto não existe nenhuma condição prévia para chegarmos a um acordo sobre tais temas; como eu não possuo religião nenhuma, mas aceito tudo o que há de bom em todas elas, costumo aceitar, e refletir, com mais boa vontade sobre esses temas, mormente porque não estou preso a um tirano chamado Dogma...
   Mas isto é outra história...
   Semana que vem começam, na íntegra, as histórias de uma estrela de Hollywood que teve de fugir dos herdeiros das ideias nazistas...
   Não percam!
   Amém...      

quinta-feira, 31 de março de 2011

A SOCIEDADE DO VRIL CONTINUA VIVA E ATUANTE

   Aconteceu...
   Não virei manchete, ainda não, mas dia virá em que este escriba que vos fala, perseguidor implacável deste Senhor das Águas - e muito provavelmente perseguido por suas ideias extravagantes - cuja identidade ninguém conhece, acordará na boca do povo... Vejo este dia chegando... Então a justiça se fará, porquanto os verdadeiros talentos, moeda rara, nascem para dar testemunho ao mundo que as leis universais são inevitáveis em sua aplicabilidade, mesmo que nós as desconheçamos, ou torçamos os narizes repletos de matéria fétida diante de sua letra incompreensível. Esta, sim, a única verdade disseminada por todo o cosmos, e que todos os escritores, em quaisquer mundos que os haja, vivem repetindo ad infinitum.
   Ou poucos "malucos" que acompanham este blog (e eu até agora ainda não tenho dados concretos sobre o numerário desses loucos!) devem se lembrar do leitor misterioso que me enviou uma história insana sobre uma estrela de Hollywood, na verdade uma agente secreta norteamericana, etc e tal...
   Lembram-se, pois não...?
   OK...
   Pois é, nesta mesma ocasião, o tal sujeito misterioso acenou com a possibilidade de mandar-me, aos pouquinhos, todas as informações pertinentes, e impertinentes, aos casos que sua ex-companheira, denominada sob o código de Cinthia, viveu, principalmente aquele que ela intitulou de "A Sociedade do Vril Continua Viva e Atuante".
   Muito bem, ladies e gentlemen, muito mais ladies do que gentlemen, ao julgar pelo número dos seguidores... Não qu'eu me importe com isso!... Ao contrário! Sinto-me muito bem na companhia delas... Pois eu os tenho aqui na minha mão... Estes escritos...
   Confesso que estou tão excitado que embaralho as palavras...
   Não sei nem por onde começar...
   Sabe aquela coisa, o menino que adora brinquedos e, de repente, se vê só num quarto repleto dos mais belos exemplares...
   São histórias fantastiques demais para que o mundo deixe de apreciá-las, ao mesmo tempo em que tenho a mais perfeita noção de que a grande maioria não vai acreditar nelas...
   Por exemplo, que Adolf Hitler não morreu em seu bunker de Berlin em 1945...
   Mas isto eu até já adiantei na matéria "AFINAL, QUAIS SÃO OS FATOS QUE DESENCADEIAM A HISTÓRIA?"
   Que ele, Adolf, bigodinho titica de mosca, viveu até 1959, entre o Chile e a Argentina, disfarçado, com plástica e tudo, mas que foi reconhecido mesmo assim, apesar da plástica, por uma dúzia de pessoas mais ou menos, e sem o titica de mosca, claro...
   São passagens que os farão lembrar de 007, como aquele nosso amigo incógnito mencionou numa das postagens anteriores...
   Gente!... Tem histórias aqui que farão inveja a Ian Flemming!...
   Eu já as li... Todas... Calma!, não fiquem impacientes!...
   Bem, mas antes de mais nada, como nota introdutória, porque é necessária, na semana que vem eu explico o termo "Vril", que cai no título desta nossa mais nova saga...
   Até lá, então...
   Beijo no cangote...

domingo, 27 de março de 2011

O ARQUITETO COMO METÁFORA DE DEUS

   Fica claro no diálogo entre Neo e o Oráculo, aliás, personagem estrategicamente formatado no sexo feminino, a questão da "escolha"...
  Voltamos a falar da trilogia Matrix, e o parágrafo acima refere-se à postagem do Fantasma na Máquina, lembram-se?...
   Pois é... No diálogo fundamental de toda a trilogia Matrix, o que acontece entre Neo e o Arquiteto, isto igualmente fica patente: a escolha. Somos escravos dela.
   Mas este diálogo traz a tona outras questões fundamentais. Aqui transparece o cerne da questão que move os filósofos desde a época trágica dos atenienses...
   A do "porquê" das coisas...
   A explicãção de tudo, e o desdobramento de todo o resto...
   Notem que o Arquiteto, como uma metáfora de Deus, é frio, calculista, "matemático". Ele carrega a razão acima da emoção, exatamente como o Deus Mosaico das primeiras linhas bíblicas. No entanto, não podemos perder de vista o momento histórico daquela oportunidade: tínhamos um líder, Moisés, a frente de um povo saído da escravidão no Egito, sem eira nem beira, diante do Sinai desafiador, com uma pretensa terra prometida que lhes aguardava(aqui, talvez, nós tenhamos outra metáfora bíblica), e com um agravante: muitos daqueles hebreus dos primeiros tempos assimilaram as doutrinas dominantes do vale do Nilo, não estavam preparados para a mensagem revolucionária do Deus único. Ou seja, não seriam palavras melífluas, como as de Jesus de Nazaré, segundo os evangelhos canônicos, que iriam convencer aquele povo sáfaro das "verdades" que Moisés trazia.
   Aliás, este é o maior desafio do "messias eletrônico" em Matrix, o ponto divergente entre ele e o seu criador, o Arquiteto: EMOÇÃO X RAZÃO. O que deve prevalecer? Mais uma vez a grande questão travada é a da ESCOLHA, porque o Arquiteto indica a Neo as duas únicas opções que ele dispõe: por uma porta está a salvação de Zion, a cidade Rebelde, porém a morte de Trinity, sua amada, ao passo que na outra reside a salvação de Trinity, mas a eliminação de Zion, e, por conseguinte, a erradicação da vida humana, uma vez que é o próprio Arquiteto quem diz no início do diálogo que esta Matrix fracassou como as outras seis anteriores...
   E a esperança...? Será ela o segredo do nosso pretenso e duvidoso sucesso, porém, paradoxalmente, a semente da tragédia...?
   Mais uma vez é o Arquiteto quem proclama, no início do encontro, que a primeira Matriz era perfeita, mas que seu retumbante sucesso é tão pungente quanto sua fragorosa derrocada... O que quer isto dizer...? Que a perfeição não existe, como nos diz o Livro Tao te Qing...? Ou que a soberba dos deuses primordiais transcedeu sua humanidade, gerando os monstruosos Titãs exilados por Zeus...? É a queda dos anjos vista por outro viés, já que estamos falando de temas bíblicos, mas se trata do mesmo assunto...
   Será que estamos irremediavelmente atados ao destino de um eterno reconstruir...? Será que todos os nossos esforços em evoluir sempre terão suas vítimas, seus mártires, seus "bodes expiatórios"?
   Ainda assim, fica claro pela fala do Arquiteto, e também pelas repetições da História humana, esta, sim, real, autêntica, que ainda não aprendemos o fundamental nesta matéria do existir: a lei do amor. Isto inclui compartilhar, dividir, solidarizar-se, enxergar o outro sem preconceitos ou idiossincrasias, ver apenas o fundamental e inquestionável: a essência do ser é a mesma, independentemente de inteligência ou quantidade de patas, mas isto, que parece tão simples a princípio, é o mais difícil de praticar...
   Não se trata de uma mera escolha maniqueísta entre a razão de existir e o existir com amor, mas se nós olharmos o mundo, o universo, com os olhos da razão, talvez cheguemos à conclusão de que o único caminho seja mesmo aquele que tão poucos tentaram mostrar a bilhões ao longo da história, o mesmo que Neo escolheu...
   Mas o seu ato de amor não se restringe apenas pela escolha de um homem pela sua mulher, ele também dá a vida pelo povo de Zion, e se despe de preconceitos para aliar-se às máquinas sanguinárias, aliás, aqui reside outra das poderosas metáforas da trilogia, porque as máquinas representam nosso lado sumamente insensível, ou não estamos como que robotizados hoje, em relação ao outro? O mais importante, naquele momento da trama, é desarmar o nosso lado negro, egocêntrico, que não deseja compartilhar nada, nem compreender o diferente, só almeja o poder em si mesmo, alijado do espírito de solidariedade que deve nortear a evolução da humanidade; isto é representado pelo agente Smith, o mal a ser banido de uma Terra "mecanizada"...
   Em suma, Matrix é o filme das metáforas...
   É ledo engano achar que tudo não passa de um filminho de fição e aventura...
   Quem não viu Matrix, veja...
   Quem viu e não se lembra, volte lá e pense, baseando-se nestas leituras... Ou invente outra, que mal há nisto?
   O Senhor das Àguas só deseja a luz para iluminar nosso universo penumbroso...
   Doa a quem doer.
PS: Porque o personagem do Oráculo é especialmente criado com o sexo feminino? É o Arquiteto quem diz: se ele "é o pai da Matrix, o Oráculo é, seguramente, a mãe". Trata-se dos dois aspectos da divindade, masculino e feminino. E é o lado feminino, o mais sensível, sempre!, o que enxerga melhor!

sábado, 19 de março de 2011

BARRACKO OBA-MA

  O Presidente dos Estados Unidos, Barracko Obama, desembarca em Brasília cercado por um aparato de segurança nunca antes visto na história...
  Explica-se: é que toda a cúpula da "Inteligência" norteamericana pensava estar na Venezuela...
  Mas cadê o Hugo Chaves que não veio recepcionar o Barracko? Calma. Ele vai entrar no final desta história. De maneira secundária, mas vai...
  Todo mundo, inclusive a Secretária de Estado, Hillary Pinton, começou a arranhar o péssimo espanhol, crente que estava abafando... E, realmente, estava um calor de matar em Brasília...
  Ninguém da comitiva brasileira entendeu chongas!
  Lá pelas tantas, já meia puta da vida, Dilma começou a arrastar o seu búlgaro macarrônico...
  O embaixador americano, então, ressabiado, virou-se para o colega brasileiro e perguntou, em francês:
  "O que está acontecendo?"
  "Você não sabia?" Respondeu o chanceler brasileiro. "O búlgaro é a segunda língua falada no Brasil".
  "Really?! E os brasileiros entendem o búlgaro?" Voltava a perguntar o intrigado embaixador americano.
  "Claro que não! Nosso povo também não entende a política econômica do governo e tudo anda às mil maravilhas!"
  E ficaram por aqui.
  Nisto, os encontros - e desencontros - entre Estados Unidos e Brasil cresceram socialmente... Muita festa pra todo lado, a tal ponto que o casal nota 10 dos Estados Unidos separou-se em determinado momento, já decorridas algumas horas de caviar e champagne...
  A Primeira Dama viu-se só, nos intermináveis corredores labirínticos da ilha da fantasia chamada Brasília, apesar das boas companhias...
  A CIA, FBI, NSA estavam atônitas! Aonde foi Barracko Obama?! Alguns sugeriram: "He's going to pee"... Mas nem todo mundo acreditou. Um deputado lá do Maranhão, já meio calibrado, pensou, expressando: "Oh, yes! He's tupi, I'm not tupi! I'm good in Switzerland!" Mas nenhum americano entendeu mesmo...
  Enfim, o submundo de Brasília foi vasculhado de costa a costa nos mínimos detalhes, e nada de Obama.
  Em certa hora, um aspone lá, também já meio encharcado de espumante - sim, porque agora não se pode mais usar a palavra "champagne" indiscriminadamente - disse que o Presidente dos Estados Unidos havia pego uma conexão para o Rio de Janeiro...
  "Sozinho?!" berrou todo o sistema de segurança norteamericano.
  Somente mais tarde a CIA  entenderia o termo "conexão"...
  O fato é que Obama sumira dos olhos de todos. A Primeira Dama espumava de ódio, já antevendo o resultado das investigações dos serviços secretos dos Estados Unidos, embora nem todo o efetivo, efetivamente presente, estivesse ainda em Brasília...
  O "Boss" do "staff" do FBI, por exemplo, foi visto em Salvador, num trio elétrico comandado por Ivete Semgallo.
  Todo o esquema montado pelo FBI para proteger Barracko Obama foi, inevitavelmente, desmoralizado, simplesmente porque nenhum superagente americano, like Superman, conseguiu localizá-lo.
  A CIA, porém, inteligentemente, bolou logo um plano para minimizar o efeito da fuga de Obama, o que ainda iria reverter bons frutos para a política externa dos Estados Unidos. E que plano sensacional! Começou a divulgar que Obama havia sido assassinado por um grupo de radicais de esquerda-centro-direita chamado Renascer Islâmico-Judaico... Mas como?! Nunca, ninguém, ouvira falar de tal grupo extremista! Ainda mais no Brasil! E daí? Isto não tinha a menor importância nos planos da Inteligência norte-americana - e vai da forma tradicional que fica mais bonitinho - porquanto, o que queria o governo dos Estados Unidos "era uma forma de compensar o povo americano por esta tragédia inconsolável, um grave acontecimento para os destinos de todo o mundo"... E para que isto pudesse ser minorado, os Estados Unidos exigiam, simplesmente, a entrega da Amazônia...
  Aqui é que entra o Hugo Chaves, porque, tão logo as exigências norteamericanas foram cumpridas pelo governo brasileiro, um efetivo das forças armadas estadunidenses, que já se encontrava na Colômbia, invadiu a Venezuela, destituiu o Fidel Castro da América do Sul, e anexou toda a região amazônica aos Estados Unidos.
  No final das contas, A CIA descobriu que o Obama assassinado foi seu sósia brasileiro, torcedor do Flamengo, flagrado desfilando na Cinelândia de terno desgrenhado, gravata rasgada e bebado. Ah, sim! E com a camisa do Ronaldinho por baixo; e enrolado na bandeira confederada!
  O verdadeiro Barracko Obama estava bem vivo e protegido, num motel da Barra da Tijuca, nos braços de uma das mulheres mais desejadas do Brasil... Escolha a de sua preferência!
  Mas a verdadeira história do desaparecimento de Barracko Obama nunca foi contada, e a Amazônia, esta, definitivamente anexada ao território norteamericano...
  A CIA garante que tudo é verdade...
  E os brasileiros acreditaram.

sexta-feira, 11 de março de 2011

O FANTASMA NA MÁQUINA

   A noção de que este mundo na verdade não passa de uma grande ilusão da realidade visível, teoria esta defendida por uns poucos físicos de ponta, isolados e malditos, homens ao qual eu me alinho de coração, e de que no fundo não passamos de um bando de escravos governados por máquinas, é um tema desenvolvido pela trilogia cinematográfica "Matrix", que eu tive o prazer de rever nesses dias de carnaval, já idos, e agora somente pertencentes a um determinado holograma estocado em algum ponto do multiverso, outra das teorias heterodoxas a qual eu me alinho, e apenas acessível aos cérebros desprogramados pela escravidão cotidiana do TER.
   Nesta série, como muitos de vocês talvez já saibam, a grande maioria dos humanos não passa de pasto, combustível, para perpetuar a estirpe de máquinas desalmadas que assumiram o poder. Um velho tema volta e meia ressuscitado pela ficção científica, mas que no caso desta trilogia, malgrado a mistura de uma centena ou mais de mitos tirados de várias mitologias espalhadas pelo mundo, me agrada muito!
   Este universo fantástico de "Matrix", embora extremamente pessimista e escatológico, encontra ressonância numa série de pontos em comum com a nossa história do Senhor das Águas, romance inédito, mas que ainda aguarda que alguma editora se interesse por ele, ou então eu mesmo o publicarei nas páginas eletrônicas deste blog!
   Será que somos mesmo partes descerebradas de um mecanismo gigantesco que não suporta elos desconexos em desacordo com a cadeia? Neste caso, ou seja, uma vez que concordamos com a ideia central da trilogia, em "Matrix" isto é colocada de maneira bem explícita...
   Para aqueles que estão bem familiarizados ao contexto do filme, basta dizer que naquele cenário futurístico, "fictício", programas de computador interagem com outros programas diversos, uns influenciando os outros, ao passo que alguns, dentre estes programas, na verdade brigam pelo poder na Matrix!
   Entretanto dois deles tem papel fundamental na trama: o Oráculo e o Arquiteto. Vamos falar agora sobre o primeiro deles...
   É graças ao Oráculo que a política dos rebeldes de Zion, que lutam contra a Matrix, se baseia, e graças também a ele, Oráculo, que os rebeldes irão encontrar aquele que os liderará na vitória, o Escolhido, Neo, numa clara aproximação ao tema bíblico do Messias, mas sobre isto já se escreveu à farta e o Senhor das Águas se caracteriza por um pensamento sui generis...
   O Oráculo conduz o Escolhido a um caminho mais ou menos planejado pela inteligência da Revolução. Quando digo "mais ou menos" é porque existe um fator imponderável muito importante nas equações que movem o universo, que se trata do Livre Arbítrio, mas este é aplicável, e mais ou menos adaptável, às escolhas que fazemos, e este é outro importante fator na equação, porque graças às nossas escolhas no presente é que construiremos o futuro... Não é assim...? Não concordam...? Mas uma coisa vocês tem de concordar: todos estamos inseridos nesta matriz que nos domina... Certo...? Errado...?
   Não se esqueçam, também, que é da boca do próprio Neo que nós ficamos sabendo que o mais importante é a "escolha".
   O mais importante, entretanto, na opinião deste escriba do Senhor das Águas, entre o jogo ficção X realidade, metáfora e/ou máscara, a realidade espelhada pela poesia da obra de arte, nós ficaremos com o diálogo entre o Oráculo e o Escolhido, logo no início do segundo filme da série, "Matrix Reloaded"...
   Neste "encontro" algumas das verdades que norteiam nossas vidas são ali reveladas, disfarçadas por um discurso um tanto quanto informatizado, virtual.
   Ouçam com ouvidos bem atentos, como o dos discípulos que seguem o mestre montanha acima...
   Será que descobriremos a identidade do fantasma que manipula a engrenagem...?
   Ainda não desta vez.
   Antes, porém, de tentarmos decifrar este mistério, lembremos que outro momento fundamental neste mesmo filme, talvez o acme de toda a trilogia, o cofre onde está inserida a chave, a revelação final, é o encontro entre o Escolhido e o Arquiteto...
   Não percamos suas pegadas...
   Semana que vem...