quinta-feira, 2 de junho de 2011

A SOCIEDADE DO VRIL CONTINUA VIVA E ATUANTE - CONTINUAÇÃO

Garcia e Yuri chegaram ao ponto de encontro vindos por caminhos completamente diversos, um beco mal afamado de um subúrbio de Bonn.
Felizmente, Cinthia não estava sozinha nesta perseguição: um seu colega da CIA monitorava o Capitão Yuri. Entretanto, pelo outro lado, Yuri também recebia apoio invisível... Ele contava com a companhia, à distância, de uma agente da Alemanha Oriental, e um segundo agente soviético nos bastidores, que morava em Bonn e era perito em interceptar escutas eletrônicas.
Infelizmente, porém, nem a CIA nem os serviços secretos da Europa, como um todo, conheciam estes dois agentes da Cortina de Ferro.
Cinthia foi seguindo a pista dos dois graças aos olhos e ouvidos da OTAN, que possuía especialistas gabaritados espalhados por toda a Europa, mas a Cortina de Ferro, é bom que se diga, estava tão bem aparelhada para esta guerra fria como os rivais do Ocidente...
Quando Garcia e Yuri estavam frente a frente não foi Cinthia quem apareceu para impedir que o filme chegasse às mãos do chileno...
Ela descobriu a alemã quase por acaso...
Cinthia e seu colega da CIA trocaram de lugar em cima da hora...
O segundo norte-americano (nome código “Jones”) seguia Cinthia bem de perto...
Nesta perseguição de gato e rato, sem que se soubesse quem era a caça e quem era o caçador, Cinthia vislumbrou a silhueta da mulher no meio da rua. Falei acima que aquele era um local mal visto pelos habitantes de Bonn, principalmente às onze horas da noite, ou seja, as ruas estavam praticamente desertas, por isso não foi difícil vislumbrar a outra espiã.
Cinthia relaxou a vigilância sobre Garcia temporariamente e encontrou-se com Jones no meio das ruas abandonadas.
“Vá atrás de Yuri” – disse ela determinada.
“E você?” – Jones não entendeu nada de imediato.
“Há mais gente atrás do filme”... – volveu ela laconicamente.
E não trocaram mais nenhuma palavra.
Cinthia foi atrás da misteriosa mulher, entrevista nos becos adjacentes ao local do encontro...
Na hora H, quando finalmente Garcia e Yuri estavam prontos para a troca, foi Jones quem apareceu para estragar a festa, entretanto, num prédio aos fundos daquele beco fatídico, a visão para esta viela era mesmo privilegiada...
Obviamente todos estavam armados, mas Jones, auxiliado pelo efeito surpresa, sacou a sua arma primeiro, rendendo os dois agentes inimigos...
Enquanto isso, a observadora silenciosa assistia a tudo, sem desconfiar que Cinthia também a via de outro ponto entre o mar de edifícios da cidade. E, diga-se de passagem, a visão que Cinthia tinha da espiã alemã também era privilegiada.
A reviravolta se deu quando Yuri tentou sacar sua pistola para matar Jones. Ele foi mais rápido. Era uma questão de vida ou de morte. Jones pegou o filme da mão do agente soviético. Ele diria depois em relatório que o Capitão Yuri ainda estava com vida quando eles deixaram o beco. Ao contrário do que muita gente poderia imaginar aquilo não geraria nenhum incidente diplomático, e a polícia alemã simplesmente arquivaria o caso. No entanto, nem tudo havia terminado...
Não há como saber o que se passou na cabeça da agente da Alemanha Oriental naqueles segundos de confusão e definição no confronto entre as potências rivais, mas a missão de Cinthia, depois passada a Jones num momento de insight genial da parte dela, era clara e objetiva: pegar o filme e desaparecer. Mais nada. Jones não perdeu tempo com diálogos mirabolantes entre os mocinhos e os bandidos, como exigem os roteiros de Hollywood.
Garcia ficou lá; sua missão fracassara enormemente, e nem teria saído com vida dali se Cinthia não tivesse trocado os papéis com Jones, pois, inesperadamente, talvez frustrada com a derrota da sua facção nesta oportunidade, a espiã alemã decidira encerrar a carreira de Garcia traiçoeiramente...
Cinthia permanecia em seu posto de observadora atenta, pois a alemã continuava oculta, de modo que ela viu quando a espiã apontou sua arma para baixo. Só havia um homem naquele beco; inimigo ou não, ele não merecia morrer daquela maneira. Foi a única vez que Cinthia atirou em alguém pelas costas.
Depois de algum tempo trabalhando em Bonn, Garcia voltou ao Chile. Com o golpe militar ele mudaria de lado.
Mas voltemos à Argentina...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A SOCIEDADE DO VRIL CONTINUA VIVA E ATUANTE - CONTINUAÇÃO

(...) O cerco foi apertando paulatinamente após a fuga precipitada de Valparaiso.

Cinthia e eu quase perdemos a vida nesta instância balneária às margens do Pacífico. Estávamos sozinhos contra os nazistas do IV Reich. O governo norte-americano já contava Cinthia como baixa de guerra, o que significava dizer que não poderíamos contar com nenhum apoio oficial. Felizmente, a rede de ex-agentes que Cinthia conhecia pelo mundo era enorme, e todos eles, em maior ou menor grau, deviam favores a ela.

Desta forma deixamos Valparaiso como passageiros clandestinos de um barco pesqueiro suspeito, porque eu não podia contar com a minha imunidade diplomática nesta circunstância excepcional, os nazistas estariam de olhos atentos, e eu, certamente, seria carne queimada.

Por isso Cinthia foi obrigada a se disfarçar utilizando-se de todos os truques  que aprendera em sua carreira de atriz, porque, de outra forma, também seria alvo fácil.

Todos, no barco, sabiam quem éramos exatamente, no entanto, nenhum daqueles homens era pescador tampouco. Dois deles, um chileno de nome Diaz, não sei se este era o seu nome verdadeiro, e um frances, que usava igualmente um nome de origem espanhola, fugiam dos serviços secretos ocidentais e soviéticos. Ambos eram agentes duplos.

O incidente mais grave da travessia para a Argentina se deu quando fomos interceptados logo após ultrapassar a fronteira. Sabíamos que os governos argentinos do passado tinham sido coniventes com os trânsfugas nazistas, mas os militares da década de setenta eram, em sua maioria, pró Estados Unidos.

Os nossos documentos foram perfeitamente falsificados. Já disse que nenhum daqueles homens no barco era pescador de fato, mas excetuando-se os dois agentes duplos, também em fuga, todos os demais eram agentes secretos a serviço do governo militar chileno, entretanto, o "comandante" do barco era um daqueles que devia a vida à Cinthia...

Vou encurtar a história o máximo possível...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A SOCIEDADE DO VRIL CONTINUA VIVA E ATUANTE - CONTINUAÇÃO

Cinthia e o “comandante” do barco, cujo codinome era “Garcia”, estavam em Bonn numa ocasião em 1965. Ela em uma excursão com a peça Macbeth, em turnê pela Europa, que se encerrava justamente na capital da Alemanha Ocidental. Muito oportuno! “Garcia” era adido militar chileno junto à embaixada do Chile na Alemanha Ocidental.

A missão secreta de Cinthia consistia em interceptar um filme em poder de um agente soviético que, supunha-se, continha certos segredos militares da OTAN.

E a missão de “Garcia”? Era justamente receber este filme e levá-lo para o Chile, que era governado na época por Salvador Allende, que, segundo a inteligência dos países componentes desta mesma OTAN, era absolutamente inclinado à Moscou.

Numa das festas de encerramento da temporada de Macbeth em Bonn, oferecida pelo prefeito da capital, Cinthia foi apresentada ao “Garcia”, que, como espião chileno pró-soviético, e funcionário da embaixada, marcava presença em festas como esta para estar sempre a par das novidades.

Acontece que o outro lado também se movimentava. Garcia esperava receber o filme nesta festa, mas o espião soviético já fora identificado por dois agentes alemães da OTAN. Cinthia não os conhecia pessoalmente, mas simulando uma aproximação para efeito de autógrafos, um destes agentes passou uma informação escrita a ela relatando tudo, e uma foto: exatamente a do agente soviético.

Contudo, este agente, um dos melhores da ex-União Soviética, conhecido como Capitão Yuri, conhecia o verdadeiro trabalho de Cinthia, não se sabe como, e já havia identificado também os dois agentes alemães.

Ora! Não era difícil perceber, para um homem inteligente e treinado como o Capitão Yuri, que se a entrega fosse feita ali naquela festa, o filme não sairia da Alemanha Ocidental, como pretendia a União Soviética, e muito provavelmente o agente chileno seria identificado pelos serviços de inteligência ocidentais. E, de fato, até aquele momento, ninguém conhecia a identidade do receptador, nem mesmo a KGB. Eles haviam combinado um código muito simples para mútua identificação: ambos estariam usando um pequeno broche: a efígie de Che Guevara em metal cromado. Somente alguém que se aproximasse de muito perto poderia identificar o broche.

Os dois agentes inimigos devem ter se encontrado no banheiro, mas nenhuma troca fora efetuada. Eles combinaram se encontrar fora dali. Como Cinthia descobriu isto?

Havia um terceiro agente disfarçado de servidor público responsável pelos toaletes. Um lugar como este não poderia ficar sem uma constante fiscalização.

Garcia e o Capitão Yuri deixaram a festa da prefeitura de Bonn. Cinthia estava na pista deles...

              Semana que vem a conclusão deste caso...

sábado, 7 de maio de 2011

A SOCIEDADE DO VRIL CONTINUA VIVA E ATUANTE - CONTINUAÇÃO

Desde o primeiro momento nunca tive ilusões em relação a esta aventura que o destino me lançava de maneira assaz objetiva. Muito pelo contrário! Todo o glamour, o charme, as aventuras inigualáveis que as pessoas assimilaram ao universo da espionagem, por conta dos filmes de Hollywood, na vida real, muitas vezes, se apresentam de forma diversa, e este caso, particularmente para mim, se me configurava de difícil solução, não fosse o tamanho da teia ao qual fui me enredando aos poucos, inexoravelmente.

Assim que cheguei ao aeroporto John Kennedy entrevi que era observado discretamente. Não sei como pude perceber isto, uma vez que sou um sujeito bastante distraído no dia a dia ordinário, embora minha busca por Cinthia se mostrasse a milhas de distância do epíteto de “ordinário”.

Algum tempo depois, também não sei como, cheguei a conclusão de que talvez a função daquele homem, principalmente no Chile, fosse não só vigiar-me, como também deixar-me em estado de eterna apreensão, posto que eu, não pertencendo à categoria dos espiões profissionais, poderia perder a calma com facilidade ao saber-me espionado constantemente, ainda mais que, em momentos a posteriori, este cidadão transparecia, de forma extravagante, eu diria, não ter nenhum cuidado em relação a sua proximidade em relação a mim.

Resolvi fazer um teste...

Ainda que eu não fosse espião, no sentido lato do termo, não poderia ser taxado de falto de inteligência...

Passei a dissimular falta de cuidado, visível ao homem que me vigiava, o que poderia significar, numa linguagem técnica corporal, que eu estava na pista de alguma informação muito importante para aqueles que desejavam afastar-me delas, o que explicava a minha falta de cuidado e uma suposta ansiedade.

Uma coisa era óbvia para os homens, ou organização, que queria atrapalhar meus planos: ela devia conhecer o meu relacionamento com Cinthia...

Dias após minha chegada à Valparaíso(...)
NOTA: ESTE PONTO ESTÁ BASTANTE PREJUDICADO NO ORIGINAL. NÃO SEI SE PROPOSITADAMENTE OU NÃO. PARECE QUE HOUVE UMA TENTATIVA DE APAGAREM-SE OS PRÓXIMOS PARÁGRAFOS, PORQUE EXISTEM LINHAS BORRADAS, TALVEZ MOLHADAS, UMA VEZ QUE O TEXTO ORIGINAL FOI IMPRESSO EM COMPUTADOR. COMO EU NÃO TENHO COMO ENTRAR EM CONTATO COM O AUTOR DESTE TEXTO, ESPERO QUE ELE AINDA ESTEJA ACOMPANHANDO  O BLOG E INTERCEDA A NOSSO FAVOR, ENVIANDO-ME A CONTINUAÇÃO DESTA PARTE, OU OUTRO TEXTO INTEGRAL.  AGUARDEM, PORTANTO, O QUE VIRÁ... OBRIGADO.

sábado, 30 de abril de 2011

A FAMÍLIA IRREAL

   Um dos grande assuntos em destaque na mídia mundial nesta semana foi o "grande" casamento real na Inglaterra.
   A primeira pergunta que me faço é se este casamento de "conto de fada" não se trata de história da carocinha...
   Será que esta tal princesa abóbora não foi escolhida a dedo - lindíssima! Realmente não há o que negar - somente para figurar como uma boneca de vitrine para o futuro herdeiro do trono de Inglaterra, como foi a Lady Di?
   Que ela irá perder a sua individualidade e, acima de tudo, o mais importante, a sua liberdade, isto é inegável! Será que vale a pena tudo isso?
   Mas o que mais me espanta nesta história toda não é nem a família real em si...
   Será que as pessoas, de uma maneira geral, e a opinião pública inglesa em particular, sabem o que foi a história da realeza na Europa?
   Para aqueles que desconhecem esta faceta da história aqui no Brasil, deixe-me dizer que a "invenção" desta classe ociosa no velho continente não passou de conto do vigário...
   Vamos às raízes de tudo...
   Com o esfacelamento do Império Romano, e a distribuição do seu legado pelos reinos bárbaros conquistadores, ou herdeiros, inventou-se um tal de Absolutismo, que seria uma espécie de promessa divina aos reis germânicos e similares, ou seja, que aquela descendência "nobre" teria sido escrita nas estrelas do recém nascido cristianismo...
   Foi o surgimento da noção do sangue azul...
   Agora, o que foi, na realidade, o nascimento dessas novas elites nacionais que se autodenominaram herdeiras, pela graça de Deus, às benesses na Terra? Ora, nada mais nada menos do que um rio de sangue e cadáveres. Massacres humanos, morticínios monumentais, famílias inteiras dizimadas, infanticídios, intrigas palacianas, tudo isto amparado pela Igreja Católica Apostólica Romana, que também se considerava a Guardiã das Chaves do Céu, sempre ao lado da política vil dos usurpadores, e uma das principais beneficiárias de terras e riquezas.
   Ou seja, minha gente humilde e crédula, a Nobreza Européia sempre foi a principal perpetuadora de injustiças sociais e guerras santas sanguinárias, tudo isso em nome das promessas vindas dos céus, mas que representavam o poder de vida e de morte sobre todo um povo miserável, e o meu maior defensor chama-se Shakespeare. Quem duvidar leia suas obras históricas.
   Não foi à toa que duas das maiores revoluções da história humana, a Revolução Francesa e a Revolução Russa, ocorreram em território europeu, terra fértil da pusilanimidade, onde todas as injustiças convergiam, e tudo isto graças a quem...?
   Mas o que tem isto a ver com a Família Real Britânica na atual conjuntura?
   Aparentemente nada, se nós desprezarmos os desdobramentos místicos, metafísicos, espirituais, esotéricos, etc.
   No entanto, o meu principal questionamento em relação a mídia internacional é o seguinte: porque festejar uma coisa com tão negras raízes históricas como a existência da Nobreza Européia? Porque tantas homenagens e louvores? Eu gostaria que alguém me respondesse esta simples perguntinha.
   Portanto, quando alguém, amanhã ou depois, no futuro, vier me perguntar o que eu achei do Casamento Real, eu direi, simplesmente, que não assisti a nenhum deles, que este assunto me interessa tão pouco quanto a vida privada das minhocas do meu jardim. E se este fulano ou sicrano insistir em ter a minha opinião, eu responderei com tranquilidade: "Pergunte ao Shakespeare o que eu acho! A minha opinião é a mesma que a dele!"

sábado, 16 de abril de 2011

A SOCIEDADE DO VRIL CONTINUA VIVA E ATUANTE - CONTINUAÇÃO

Após o incidente que ficou conhecido pelo título: “O Que Há Por Trás do Espelho Mágico”... (é o nosso narrador misterioso quem nos conta, notem bem!) cerca de dois anos decorreram. Neste período vi Cinthia poucas vezes. Na maioria delas não falamos em trabalho, o verdadeiro trabalho, aquele que ela exercia por trás das câmeras, nos bastidores da política mundial, conspirando contra e a favor de interesses variados, multidisciplinares, escusos, etc.


Enquanto isso, naquela sua vida “normal”, de estrela de Hollywood, sei que ela esteve envolvida com pelo menos uma montagem teatral, e um filme de grande sucesso na mídia internacional, isto somente para manter as aparências. Sua fama de estrela infeliz nos casamentos continuava, e assim tinha de ser, pois este era um dos inúmeros disfarces que ela criara para si mesma, embora gozássemos bons momentos a dois nas poucas vezes em que nos víamos, haja vista não houvesse mais segredos entre nós, isto é, aquele tipo de segredo que abalara minha confiança no mundo dos homens, conforme vocês testemunharam nos incidentes em Bariloche.

Lembro-me bem que, em uma oportunidade apenas, dessas poucas em que nos vimos neste intermezzo, Cinthia mencionou um homem que havia se tornado o braço direito do Führer em seu exílio na Argentina – Bormann. Este homem, um dos muitos nazistas que se esconderam na América do Sul depois da guerra, e um dos principais colaboradores de Hitler durante ela, viria a ser o homem mais importante do IV º Reich depois da morte de Adolf Hitler, o que aconteceu em 1959. Obviamente, apenas os sobreviventes do III º Reich souberam da morte de seu líder máximo, bem como alguns homens na Inglaterra, Estados Unidos, Suiça, Suécia e onde mais este segredo fosse compartilhado. Entre esses poucos privilegiados, alguns homens e mulheres, Cinthia era uma delas...

Pois ela teria de voltar ao Chile meses depois daquele caso de Bariloche. Foi num dia de abril de 1979, isto eu jamais me esquecerei enquanto tiver forças para me recordar, quando recebi seu telefonema em meu gabinete nas Nações Unidas...

Cinthia estava muito nervosa, não consegui compreende-la por quase cinco minutos, quando pude entender a primeira palavra, soletrada quase num sussurro: “Chile”.

Eu tentei acalmá-la com toda a psicologia que pude reunir naquele instante. Ainda bem que as coisas estavam muito calmas para mim naquele momento, o que viria a se modificar logo depois...

“O que foi, Cinthia...?” – disse com uma calma angelical. “Onde você está exatamente...? Fale devagar, meu amor. O que está acontecendo aí no Chile...?”

Ela me respondeu ainda por sussurros:

“Estou em Valparaíso! Venha para cá o mais rápido que você puder, ou então talvez não me encontre mais viva...”

“Acalme-se, Cinthia, por favor...  - neste momento, aquela tranquilidade beatífica descrita a pouco se desvanecia. "O que está acontecendo, pelo amor de Deus!...”

“Os homens de Bormann... Estão atrás de mim!...”

“O quê?!... Bormann?!... Você foi atrás do Bormann...?!

“Não posso te explicar agora, Carlos*! Os telefones não são confiáveis! Venha logo, se você tem amor por mim!...

“Mas, meu amor, eu não posso largar tudo agora e viajar pro Chile...”

Minha angústia chegara ao ápice de um momento para outro...

*A propósito. Este nome, Carlos, será daqui por diante o nome código através do qual eu usarei quando Cinthia estiver se dirigindo a mim.

“Se você não vier agora, Carlos, sinto dizer que talvez nunca mais nos encontremos. Este número qu’eu estou falando com você é o 5234337...”

Tentei estender aquele diálogo sem sentido por mais algum tempo; precisava de mais dados para me situar, porém tudo foi em vão... A ligação foi cortada imediatamente após a última frase de Cinthia, dispersa por uma linha internacional qualquer, e mutilada bem no fim, diga-se de passagem...

Durante alguns segundos eu fiquei como que num estado de total amnésia... Acho que esqueci-me mesmo até quem eu era... Depois, com o passar do tempo, fui-me recuperando aos poucos...

O que eu tinha de concreto? Um nome, o alvo da missão: Bormann, e Valparaíso, uma instância turística chilena às margens do Pacífico. Ah, sim! E um número de telefone incompleto, cujas combinações eram quase infinitas! O que mais...? Mais nada!

Entretanto, o mais importante de tudo, o objetivo daquela missão de Cinthia no Chile, eu desconhecia inteiramente. E como descobrir a respeito de um caso de espionagem internacional, ligado ao governo dos Estados Unidos, sendo eu um simples diplomata da ONU?

Bom, diante deste “puzzle” estratosférico, cujas peças voejavam ao meu redor, eu só podia fazer uma coisa de prático...

Pegar o próximo avião para a América do Sul...

Na próxima semana, pessoal!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A SOCIEDADE DO VRIL CONTINUA VIVA E ATUANTE - CONTINUAÇÃO

   O "VRIL": UMA EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA.

   Tudo começou na Atlântida, a terra lendária decantada por Platão, e que muitos julgam nunca ter existido...
   Não vou entrar no mérito desta matéria aqui e agora, ainda que os senhores e as senhoras possam verificar, em algumas postagens mais antigas, a constatação - ou não! - da existência da Atlântida ou da Lemúria...
   Retomando o nosso tema deste momento, o "vril lendário", eu diria que os meus amigos familiarizados com o "Qi" das artes marciais, e os kardecistas, umbandistas, "candombleístas" (este termo existe?!), etceteristas, e o "prana" cultivado na yoga, saibam, ó mortais de mente sã, tudo isto é a mesmíssima coisa...
   "Peraí! Como assim, a mesma coisa?!" Vocês devem estar se autoindagando...
   Aquela energia "viva" que permeia todo o universo desde a criação, que os mestres de artes marciais utilizam tanto para curar quanto para destruir, os atlantes já a conheciam muito bem, visto que aqueles mestres remotos da magia arcana, etc., possuíam um conhecimento das leis universais muito mais pronunciado deste que nós hoje detemos, apesar da Relatividade, Física Quântica e dos Branas, por mais esquisita que ela possa parecer, e, em muitos casos, parece mesmo!
   Pois esta energia que desfila livre por aí, tem uma relação íntima com a kaballah mística, que muitos pensam ser um conhecimento herdado dos antigos semitas, quando estes a herdaram de povos muito mais antigos que os descendentes de Abraão e Cia...
  Portanto, este conhecimento e/ou manipulação do "Vril", tornaram os iniciados atlantes tão poderosos, que a guerra pelo seu domínio levou a Atlântida à derrocada inexorável...
   Os nazistas também acreditavam nesta história, tanto que mandaram emissários, cientistas, simpatizantes, partidários, aos quatro cantos do mundo, para descobrir o segredo deste e de outros mistérios, das origens e manifestações dos sacedotes do "Vril", magia negra e magia branca, uma vez que correm alguns indícios, bastante prováveis por sinal, que a cultura atlante tenha se espalhado por toda a Terra, restando alguns desses registros e documentos muito antigos nas mãos de uns poucos sacerdotes de religiões antiquíssimas. Há quem diga, igualmente, que muitos desses líderes nazistas nada mais eram do reencarnações daqueles Magos Negros que im(ex)plodiram tudo na antiguidade remota, anterior aos tempos históricos reconhecidos pela história oficial...
   Mas tudo isso, além de ser muito polêmico, e mesmo entre os que concordam há divergências à letra da lei, vem de encontro às crenças de muitas pessoas que não cultivam estas religiões ditas reencarnacionistas, e esta não é também o intuito desta matéria, apenas e tão somente situar o termo "Vril" no contexto destas histórias que se tornarão realidade daqui para frente...
   Portanto, minha gente, este é o tipo de coisa que os líderes mundiais lidaram à época da Segunda Grande Guerra; muitos, sem o saberem. Como vocês podem ver, uma guerra que tinha uma atmosfera "mágica" por trás da simplória posição sócioeconomicopolítica dos estudiosos de costume, e tudo isto com reflexos até os dias de hoje, visto que esses Magos Negros, e os Brancos também, continuam a desencarnar e reencarnar como parte do trabalho de educação evolutiva obrigatório a todos nós...
   Volto a dizer, esta não é uma questão de fé, portanto não existe nenhuma condição prévia para chegarmos a um acordo sobre tais temas; como eu não possuo religião nenhuma, mas aceito tudo o que há de bom em todas elas, costumo aceitar, e refletir, com mais boa vontade sobre esses temas, mormente porque não estou preso a um tirano chamado Dogma...
   Mas isto é outra história...
   Semana que vem começam, na íntegra, as histórias de uma estrela de Hollywood que teve de fugir dos herdeiros das ideias nazistas...
   Não percam!
   Amém...